segunda-feira, 5 de maio de 2008
a espera
Talvez aquele tenha sido o único olhar apaixonado dado á ela;talvez ele tenha sido o único que soube prezar aquilo que ela por muitas vezes deixou se perder por aí.ela relutou mas não teve outra maneira.aquela situaçao era conhecida dela.por tantas outras vezes ela já tinha passado por ali.mesma história.mesmo cenário.só mudara o coadjuvante.o papel principal era dela por sua brilhante atuação.ela que passava os dias fazendo malabaris para não deixar nunca o amor deles [ lê-se dele] cair ao chão.ela que religiosamente tentava tirar da cabeça e do olhar, aquilo que não saiu e nem irá sair de seu coração.ela que pintava o rosto e entrava em cena todas as vezes que teve que fingir amá-lo, quando na verdade,o que ela mais queria estava longe dali.longe o bastante pra nunca mais voltar.longe o bastante que a fez contentar-se com o pouco.contentar-se com palavras de amor,gestos e carinhos oferecidos á ela como se isso por si só bastasse.ela sabe do que precisa.ela sabe o quê a faria voltar a viver.voltar a enxergar o amor como uma coisa boa,e não como o culpado de tantas atuaçoes sem sentido.ele também sabe disso, mas fingi não saber.ele sabe que por amá-lo tanto,ela ficou assim,vazia.Ela não tem mais nada á oferecer a outros,tudo que tinha ela entregou á ele, e tudo que ainda resta,ela guardou pra ele.talvez isso possa ser uma espera sem sentido.mas ela prefere acreditar que um dia quém sabe,ele volte, e assim continuar onde pararam.enquanto isso não acontece.ela volta pra realidade.mais uma vez ela está ali, no fim de uma relação.tentando encontrar uma outra desculpa que não tenha sido usada antes...
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